Terça-feira, 16 de Março de 2010

 

Chama-se Luís Vieira, frequenta o 11º5, num Curso de Línguas e Humanidades. Sentiu-se atraído por Nikolai Gógol, escritor russo, e decidiu apresentar a obra O Nariz, na "Conversa de café com livros", na "Quinzena da Leitura e da Cultura 2010".

                                                        

 

Num diálogo descontraído, este aluno de Literatura provocou a assistência: "E se num dia, ao tomarem o pequeno-almoço, descobrissem um nariz dentro de um pão? E se acordassem sem nariz?" 

As reacções não se fizeram esperar: repulsa, atracção, o imaginário a pulsar...e a puxar os leitores para o universo da leitura, através de uma obra tão ficcional quanto literária, que confunde o leitor, que brinca com ele e o torna atento. Qual a voz que ora se manifesta? O narrador? A personagem? Que personagem?

 

 



publicado por aquiharatos às 11:09

 

De fantasia e da conquista do leitor falou-nos António Barreira, professor de História de Artes na Fernão Mendes Pinto.

STIEG LARSSON é a grande atracção da juventude. Quem antes pensava não gostar de ler ou ser possível partilhar um livro com o Farm Ville e, em simultâneo, ver televisão ou ouvir música, com a trilogia do autor entendeu que só a leitura é já demasiado envolvente. E consegue devorar, em menos de nada, A Rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo, Os Homens que não amavam as Mulheres ou A Rapariga do Palácio das correntes de ar.

 

 



publicado por aquiharatos às 11:09


 

Não rimes.
Ou rima, se quiseres,
mas não violentes
a palavra.
Não busques ansioso,
qual amante inexperiente,
a palavra.

Espera antes
a sua vinda.

Música e rima
são acessórios dispensáveis:
O poema é outra coisa.

Deixa, pois
que as palavras acordem
na matriz
e caiam maduras.
Áridas ou frias,
secas e imperturbáveis,
orvalhadas, humildes,
estropiadas até,
que sejam precisas,
prenhes de significado.

Espera as palavras.
Elas viajam misteriosas,
desconhecidas ainda,
elas germinam
em ti.

Caem. Juntam-se.
Doloridas, feias
sob o visco placentário,
deselegantes por vezes,
elas procuram-se
e organizam-se.

Juntas transcendem-se,
há algo de íntimo,
coeso e secreto
nelas.

O poema está aí.

 



publicado por aquiharatos às 11:09

 Caderno de Memórias Coloniais é a "história de uma rapariga que vivia em Lourenço Marques, hoje Maputo, e onde a cor da pele era factor de discriminação".

A obra "é uma história de amor e de ódio entre pai e filha. É também a história de alguém que se sente desterrada, abandonada.

Há também uma espécie de iniciação à vida adulta". 

 

Foram estas as palavras da autora, para explicar o seu segundo livro publicado, que tanta curiosidade tem despertado na sociedade em geral (já vai na 3ª edição) e na comunidade educativa em particular. É o livro mais procurado na Biblioteca Escolar, mas que aguardava a apresentação de Isabela Figueiredo para depois ser disponibilizado aos alunos. E porquê este pudor?

 

 Porque, como a própria escritora reconhece, "é um livro forte, violento, com uma linguagem por vezes brutal", recurso estilístico de que a narradora precisa para traduzir a violência. "A linguagem da bolinha vermelha não é gratuita. Como se fosse uma hipérbole”, explica. "A linguagem é hiperbólica".

 

 

Isabela Figueiredo, pseudónimo literário de Isabel Figueiredo Santos criado com base num anúncio de um perfume, clarificou e exemplificou as vozes que surgem na sua obra: "A voz que se exprime na 1ª pessoa é a minha narradora".

 

Tal como já esclarecera os leitores aquando do lançamento do seu livro na Fnac Almada, em Janeiro de 2010, a escritora partilhou o quanto o silêncio lhe é caro no acto da escrita, perscrutando vozes dentro de si, várias vozes, da narração à reflexão, num acto de omnisciência que espelha os pensamentos das personagens.

 

 A sessão de apresentação, inserida na "Quinzena da Leitura e da Cultura 2010", contou com a presença de professores, alunos e uma funcionária da Biblioteca Escolar. Também o Dr. Jorge Arrimar, Coordenador Interconcelhio das Bibliotecas Escolares, nos honrou com a sua presença, acompanhado pela Drª Margarida Chaves, professora da Fernão Mendes Pinto e actualmente também em trabalho com a Rede de Bibliotecas Escolares.

Porque a lotação esgotou, está já agendada nova sessão para dia 19 de Março, das 15h30 às 17h00, no Auditório da Escola Secundária Fernão Mendes Pinto.

 

 

 



publicado por aquiharatos às 11:08
Gosto de livros. Da textura, da cor, das linhas, dos parágrafos. De folhear, ler, parar, saborear. Gosto de livros. Gosto. Moro na Biblioteca da Escola Secundária Fernão Mendes Pinto, em Almada, e ando à procura de outros ratos devoradores. Visita-me!
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