Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

        O projecto surgiu da vontade de trazer à escola antigos professores, aproveitando o seu conhecimento e as experiências vividas com os livros, para a promoção e desenvolvimento do gosto pela leitura. A ideia é mostrar aos jovens da nossa escola que é possível conciliar a leitura de um livro com todas as outras actividades, geralmente consideradas mais apelativas, e dar a si mesmos a possibilidade de descobrir que ler pode ser um prazer e não aquela obrigação chata, muitas vezes apenas porque é imposta. Os livros transportam-nos para outras dimensões, permitindo-nos viver outras vidas para além da nossa e construir um outro olhar sobre o mundo.

 
Inventar a vida
 
           Foi no âmbito deste projecto da Biblioteca que a professora Amélia Campos veio à nossa escola, no passado dia 29 de Outubro, apresentar biografias por si compiladas, recriadas, de Natália Correia e Ana Plácido.
“Inventar a vida” foi o título dado à sessão, dirigida a alunos do 10º ano, pois trabalham a biografia na disciplina de Português.
Foi uma comunicação que primou pelo rigor e pelo incentivo à honestidade intelectual dos jovens, ensinando-os a fazer citações, a documentar-se e a citar as fontes, a recusar os plágios. Um trabalho que revelou a paixão pelo saber e pela investigação tão próprios da ex-professora da Fernão, pioneira de projectos como os Grupos de Estudo, que há uns anos tinham como função exercitar e desenvolver a estrutura da língua portuguesa junto de alunos com dificuldades nessa área. Trabalho pioneiro que devemos à mentora Dr.ª Amélia Campos, quando as oficinas de escrita ainda não eram prática pedagógica corrente.
 
Filas de espera animadas
 
Igualmente no âmbito do projecto “Unidos pelos Livros”, no dia 25 de Novembro foi a vez de a professora de Economia e Sociologia Judite Barata regressar à escola para partilhar connosco a sua experiência com os livros.
A sessão, que contou com a presença de alunos do 12º ano, turma 6, do 11º ano, turma 5, e de alguns professores, teve lugar no auditório da escola e decorreu num ambiente informal e descontraído. Esse clima foi conseguido logo no início da sessão, já que a professora Judite Barata começou por tentar sondar os hábitos de leitura dos presentes na sala, procurando estabelecer uma pequena amostra que, desde logo, gerou o riso e a boa disposição, deixando as pessoas à vontade. A partir daí falou-nos das suas experiências com os livros, de como desenvolveu o gosto pela leitura e de como ela tem feito parte da sua vida ao longo dos anos, afirmando que os livros são seus companheiros de viagem e que podem até transformar uma fila de espera numa experiência agradável.
A sessão terminou com algumas leituras, feitas pelos alunos, de passagens de dois livros, de géneros muito diferentes, que a convidada seleccionou para esta sessão.
 
O projecto vai continuar, outros convidados virão conversar connosco sobre a leitura e sobre os livros. Esteja atento.
 
 Sandra Silva
Professora de Filosofia


publicado por aquiharatos às 16:09
Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Para comemorar o Dia Nacional da Cultura Científica na Escola Secundária Fernão Mendes Pinto, em Almada, aproveitámos a ideia e os materiais da equipa da Biblioteca Escolar (BE) da Escola Secundária Viriato, em Viseu, e fizemos também uma exposição biobibliográfica.
 
Criámos biografias de cientistas que nos são próximos, como Carolino Monteiro e Elvira Fortunato (ex-alunos da nossa escola e actualmente vultos de renome internacional), para além de Sobrinho Simões e outros, não contemporâneos.
 
Decidimos ainda adquirir a colecção "Chamo-me..." da Didáctica Editora e fazer uma exposição na sala polivalente da escola. Exposição de livros de Ciências para os mais novos e a que chamámos "A Biblioteca vai à poli", pois ali os alunos puderam solicitar o empréstimo das obras.

 

Angariámos mais leitores e alunos e professores deliciaram-se com as biografias de Einstein, Darwin, Galileu Galilei, Marie Curie, entre outros.
 
Aproveitámos e divulgámos novas aquisições da nossa BE.
 
Foi uma iniciativa a repetir.



publicado por aquiharatos às 09:50
Sábado, 21 de Novembro de 2009

 

Visita a Bookworms e vê a colecção de livros favoritos do Aqui há Ratos...

 

http://bookworms.sapo.pt/mycollection/aquiharatos



publicado por aquiharatos às 16:58
Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

 

 

Comemora-se hoje o DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA.

 

A data é assinalada desde 2002, altura em que a UNESCO proclamou a celebração da efeméride na terceira quinta-feira do mês de Novembro.

 

Visita a tua Biblioteca Escolar e descobre grandes autores e o amor ao conhecimento, significado da palavra filosofia.

 

Pensamentos de filósofos:

 

 A filosofia é o melhor remédio para a mente. (Cícero)

 

O ser humano não pode deixar de cometer erros; é com os erros que os homens de bom senso aprendem a sabedoria para o futuro. (Plutarco)

 

A marca da sabedoria é ler correctamente o presente e marchar de acordo com a ocasião. (Homero)

 

Para mim, sábio não é aquele que proclama palavras de sabedoria, mas sim aquele que demonstra sabedoria nos seus actos. (São Gregório)

 

Só me sinto bem quando estou com um pincel na mão. (Michelangelo)

 

Nada se espalha com maior rapidez do que um boato. (Virgílio)

 

Experimente a alegria que o trabalho proporciona. (Henry Wadsworth Longfellow)

 

 


tags:

publicado por aquiharatos às 13:08
Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

 

O Nuno escapa à Gripe A é um livro digital de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, com a supervisão da Direcção Geral de Saúde e que está integrado no Plano Nacional de Leitura.
Clica na imagem e vê e ouve a história.
No final, higieniza o computador que utilizaste. Agora já sabes como ser mais esperto que a Gripe A.

 


tags:

publicado por aquiharatos às 23:27
Domingo, 08 de Novembro de 2009

 
No dia 26 de Outubro de 2009, realizou-se a comemoração do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, no auditório e na biblioteca da Escola Secundária Fernão Mendes Pinto, contando com a presença do actor e produtor Júlio Martín.
Foi das apresentações feitas no auditório de que mais gostei, quer pela área a que estava relacionado o convidado, quer pela forma divertida e acessível como comunicou com os alunos e como apresentou os contos, relacionando os temas e a moral da história com situações que estão no nosso dia-a-dia, de que todos fazemos parte.
Tal como o nosso convidado disse, as pessoas cativam-nos pela forma como contam histórias e foi assim que Júlio Martín cativou toda a minha atenção e o respectivo interesse e curiosidade em ler as obras referidas.
De todas as versões contadas, a que me suscitou mais interesse foi a versão de Manuel António Pina e Paula Rego, pela dimensão da mensagem que transmite e por não perder por completo a fantasia do conto que, a certa altura, se mistura com a realidade. Podemos compreender nesse conto a evolução da menina, a passagem de adolescente para mulher, apesar de ter sido comida pelo lobo, e a presença da mãe, que retrata a “Capuchinho-mulher”.
Também é importante destacar as marionetas que estavam na sala, um trabalho manual muito bem feito, especialmente a avozinha.
Tive pena de não poder ver a representação com fantoches em inglês pelos alunos do 7º ano…
Por último, gostaria de felicitar a professora Carla Crespo por nos ter dado a possibilidade de assistir à apresentação dos contos por um convidado especial e do mundo do teatro que, para além de ter feito uma magnifica apresentação, elogiou e caracterizou todo o universo do espectáculo de forma tocante.
Inês Almeida,
11º 5

 



publicado por aquiharatos às 20:09
Domingo, 08 de Novembro de 2009

 

 
 

 
 
No dia 26 de Outubro, na festa das Bibliotecas Escolares, a sala 38 encheu-se, para além das expectativas e das cadeiras disponíveis. Era grande a vontade de participar e de assistir à encenação da História do Capuchinho Vermelho por um grupo de alunos do 7º1, coadjuvados pela Professora Carla Coelho, de Inglês.
Em duas escassas semanas, os pequenos artistas amadores treinaram texto e voz e com muita pujança se fizeram ouvir junto de cerca de cem pessoas, entre professores e alunos, do 7º ao 10º ano, do currículo regular e de Cursos de Educação e Formação.
Bem os petizes projectaram as suas vozes, aliás, as das personagens, treinadas e expressivas, provocando a atenção e o silêncio do público. A sua locução audível e em correcto inglês tornou expressiva a história, que todos entenderam e seguiram com agrado.
Por detrás do pano preto, as figuras desfilaram em coloridos fantoches, que nos trouxeram o universo da menina que desobedece à mãe e dá dicas a um lobo sequioso de saber onde ela mora…
 
Lobo? Estaremos no Jardim Zoológico?
 
Lobos, perigo…
O debate seguiu-se à dramatização, com o objectivo de tornar consciente o papel sempre actual dos contos tradicionais. Foi então que o aluno Miguel, de 11 anos de idade, interveio com convicção: “temos de estar alerta por causa dos perigos da internet”, os lobos da sociedade de hoje. “Não podemos dar os nossos dados quando estamos no Hi5 ou no Facebook, porque qualquer pessoa que perceba de programação informática pode retirar esses dados”. Qualquer programador mal intencionado, acrescentámos, a esta lição de cidadania de um adolescente advertido.
E assim a dimensão moral e pedagógica dos contos populares continua a seduzir e educar geração após geração.
 

 

 



publicado por aquiharatos às 20:02
Domingo, 08 de Novembro de 2009

O Mês Internacional das Bibliotecas Escolares foi comemorado com a presença de Júlio Martín, actor e produtor de espectáculos que aceitou o convite de vir contar uma história. A lição, porém, a todos surpreendeu…

O experiente profissional do Teatro Nacional D. Maria II, do Teatro Maizum, das vozes de filmes de animação e de locução em canais como “História”, “Biografia”, “Discovery”,etc. começou por nos explicar a importância das histórias na nossa vida, a relevância da forma como são contadas, daqueles a quem as contamos e do modo de saber contá-las.
Entretanto, mostrou-nos a sua capacidade em contar histórias e cativar a audiência, com quatro ou cinco versões diferentes da original e tradicional História do Capuchinho Vermelho, das quais: Os melhores contos dos Irmãos Grimm, A História do Capuchinho Vermelho no século XXI, A História do Capuchinho Vermelho contada a crianças e nem por isso por Manuel António Pina segundo desenhos de Paula Rego, Contos de fadas politicamente correctos e Histórias em verso para meninos perversos, não deixando escapar as suas diferenças.
 
Como escrevia a aluna Rute Pratas, do Curso de Línguas e Humanidades, 11º5:
 
“Achei todas as histórias e versões muito curiosas e interessantes, ainda mais com aquela encenação improvisada com a participação de cinco alunas e um aluno a interpretar as personagens de A História do Capuchinho Vermelho contada a crianças e nem por isso por Manuel António Pina segundo desenhos de Paula Rego”.
 
A vida das marionetas
 
Júlio Martín deu ainda vida às marionetas expostas, soltando o seu lado mais divertido, de fácil interpretação e protagonização das personagens, conseguindo também despertar quem assistia, levando o público a rir e a participar. Assim, as marionetas construídas para o efeito pela professora Branca Meira, de Educação Tecnológica, e vestidas a rigor segundo os desenhos de Paula Rego que serviram de inspiração à história, marcaram a sua presença viva nas mãos do actor/produtor de espectáculos. A avozinha chorou ternamente pela sua netinha, que não via há tempos; o lobo vangloriou-se da sua cauda de pêlo (o Engenheiro Lobo, num misto de ficção e realidade, como no-lo retrata Manuel António Pina); e a mãe passeou com elegância, ostentando a pele do animal com que, depois de o ter matado, fez uma estola para exibir às colegas no escritório, provocando a inveja do universo feminino. Foram estas as personagens habilmente vestidas pelas professoras Cecília Lourenço e Conceição Marques. As professoras de Matemática, no seu afã de promoverem a leitura, também se transfiguraram em figurinistas e o resultado deste trabalho de equipa pode agora ser visionado na Biblioteca, onde estão expostas as marionetas, a que não falta a menina, com o seu Capuchinho Vermelho.
 
Com a sessão-espectáculo, todos riram e aplaudiram; muitos se envolveram; todos aprendemos a arte de cativar pelo movimento, pelo saber contar, pela estreita singularidade de voz, movimento, personagens, sonhos e fantasias, que só um livro pode conter!
 
 
Rute Pratas, nº21- 11º5
Mª Carla Crespo, Professora
(Texto a quatro mãos, numa aula de Literatura Portuguesa)
 


publicado por aquiharatos às 19:44
Gosto de livros. Da textura, da cor, das linhas, dos parágrafos. De folhear, ler, parar, saborear. Gosto de livros. Gosto. Moro na Biblioteca da Escola Secundária Fernão Mendes Pinto, em Almada, e ando à procura de outros ratos devoradores. Visita-me!
mais sobre mim
Novembro 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
13
14

15
16
17
18
20

22
23
24
27
28

29
30


pesquisar neste blogue
 
subscrever feeds
blogs SAPO