Domingo, 08 de Novembro de 2009

 
No dia 26 de Outubro de 2009, realizou-se a comemoração do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, no auditório e na biblioteca da Escola Secundária Fernão Mendes Pinto, contando com a presença do actor e produtor Júlio Martín.
Foi das apresentações feitas no auditório de que mais gostei, quer pela área a que estava relacionado o convidado, quer pela forma divertida e acessível como comunicou com os alunos e como apresentou os contos, relacionando os temas e a moral da história com situações que estão no nosso dia-a-dia, de que todos fazemos parte.
Tal como o nosso convidado disse, as pessoas cativam-nos pela forma como contam histórias e foi assim que Júlio Martín cativou toda a minha atenção e o respectivo interesse e curiosidade em ler as obras referidas.
De todas as versões contadas, a que me suscitou mais interesse foi a versão de Manuel António Pina e Paula Rego, pela dimensão da mensagem que transmite e por não perder por completo a fantasia do conto que, a certa altura, se mistura com a realidade. Podemos compreender nesse conto a evolução da menina, a passagem de adolescente para mulher, apesar de ter sido comida pelo lobo, e a presença da mãe, que retrata a “Capuchinho-mulher”.
Também é importante destacar as marionetas que estavam na sala, um trabalho manual muito bem feito, especialmente a avozinha.
Tive pena de não poder ver a representação com fantoches em inglês pelos alunos do 7º ano…
Por último, gostaria de felicitar a professora Carla Crespo por nos ter dado a possibilidade de assistir à apresentação dos contos por um convidado especial e do mundo do teatro que, para além de ter feito uma magnifica apresentação, elogiou e caracterizou todo o universo do espectáculo de forma tocante.
Inês Almeida,
11º 5

 



publicado por aquiharatos às 20:09

 

 
 

 
 
No dia 26 de Outubro, na festa das Bibliotecas Escolares, a sala 38 encheu-se, para além das expectativas e das cadeiras disponíveis. Era grande a vontade de participar e de assistir à encenação da História do Capuchinho Vermelho por um grupo de alunos do 7º1, coadjuvados pela Professora Carla Coelho, de Inglês.
Em duas escassas semanas, os pequenos artistas amadores treinaram texto e voz e com muita pujança se fizeram ouvir junto de cerca de cem pessoas, entre professores e alunos, do 7º ao 10º ano, do currículo regular e de Cursos de Educação e Formação.
Bem os petizes projectaram as suas vozes, aliás, as das personagens, treinadas e expressivas, provocando a atenção e o silêncio do público. A sua locução audível e em correcto inglês tornou expressiva a história, que todos entenderam e seguiram com agrado.
Por detrás do pano preto, as figuras desfilaram em coloridos fantoches, que nos trouxeram o universo da menina que desobedece à mãe e dá dicas a um lobo sequioso de saber onde ela mora…
 
Lobo? Estaremos no Jardim Zoológico?
 
Lobos, perigo…
O debate seguiu-se à dramatização, com o objectivo de tornar consciente o papel sempre actual dos contos tradicionais. Foi então que o aluno Miguel, de 11 anos de idade, interveio com convicção: “temos de estar alerta por causa dos perigos da internet”, os lobos da sociedade de hoje. “Não podemos dar os nossos dados quando estamos no Hi5 ou no Facebook, porque qualquer pessoa que perceba de programação informática pode retirar esses dados”. Qualquer programador mal intencionado, acrescentámos, a esta lição de cidadania de um adolescente advertido.
E assim a dimensão moral e pedagógica dos contos populares continua a seduzir e educar geração após geração.
 

 

 



publicado por aquiharatos às 20:02

O Mês Internacional das Bibliotecas Escolares foi comemorado com a presença de Júlio Martín, actor e produtor de espectáculos que aceitou o convite de vir contar uma história. A lição, porém, a todos surpreendeu…

O experiente profissional do Teatro Nacional D. Maria II, do Teatro Maizum, das vozes de filmes de animação e de locução em canais como “História”, “Biografia”, “Discovery”,etc. começou por nos explicar a importância das histórias na nossa vida, a relevância da forma como são contadas, daqueles a quem as contamos e do modo de saber contá-las.
Entretanto, mostrou-nos a sua capacidade em contar histórias e cativar a audiência, com quatro ou cinco versões diferentes da original e tradicional História do Capuchinho Vermelho, das quais: Os melhores contos dos Irmãos Grimm, A História do Capuchinho Vermelho no século XXI, A História do Capuchinho Vermelho contada a crianças e nem por isso por Manuel António Pina segundo desenhos de Paula Rego, Contos de fadas politicamente correctos e Histórias em verso para meninos perversos, não deixando escapar as suas diferenças.
 
Como escrevia a aluna Rute Pratas, do Curso de Línguas e Humanidades, 11º5:
 
“Achei todas as histórias e versões muito curiosas e interessantes, ainda mais com aquela encenação improvisada com a participação de cinco alunas e um aluno a interpretar as personagens de A História do Capuchinho Vermelho contada a crianças e nem por isso por Manuel António Pina segundo desenhos de Paula Rego”.
 
A vida das marionetas
 
Júlio Martín deu ainda vida às marionetas expostas, soltando o seu lado mais divertido, de fácil interpretação e protagonização das personagens, conseguindo também despertar quem assistia, levando o público a rir e a participar. Assim, as marionetas construídas para o efeito pela professora Branca Meira, de Educação Tecnológica, e vestidas a rigor segundo os desenhos de Paula Rego que serviram de inspiração à história, marcaram a sua presença viva nas mãos do actor/produtor de espectáculos. A avozinha chorou ternamente pela sua netinha, que não via há tempos; o lobo vangloriou-se da sua cauda de pêlo (o Engenheiro Lobo, num misto de ficção e realidade, como no-lo retrata Manuel António Pina); e a mãe passeou com elegância, ostentando a pele do animal com que, depois de o ter matado, fez uma estola para exibir às colegas no escritório, provocando a inveja do universo feminino. Foram estas as personagens habilmente vestidas pelas professoras Cecília Lourenço e Conceição Marques. As professoras de Matemática, no seu afã de promoverem a leitura, também se transfiguraram em figurinistas e o resultado deste trabalho de equipa pode agora ser visionado na Biblioteca, onde estão expostas as marionetas, a que não falta a menina, com o seu Capuchinho Vermelho.
 
Com a sessão-espectáculo, todos riram e aplaudiram; muitos se envolveram; todos aprendemos a arte de cativar pelo movimento, pelo saber contar, pela estreita singularidade de voz, movimento, personagens, sonhos e fantasias, que só um livro pode conter!
 
 
Rute Pratas, nº21- 11º5
Mª Carla Crespo, Professora
(Texto a quatro mãos, numa aula de Literatura Portuguesa)
 


publicado por aquiharatos às 19:44
Gosto de livros. Da textura, da cor, das linhas, dos parágrafos. De folhear, ler, parar, saborear. Gosto de livros. Gosto. Moro na Biblioteca da Escola Secundária Fernão Mendes Pinto, em Almada, e ando à procura de outros ratos devoradores. Visita-me!
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